A Vila Nova da década de 30 tinha na sua área mais baixa – às margens do rio Jundiaí – um curtume e as chácaras de Domingos Lammoglia e Alexandre Silvestre. O Matadouro Municipal ocupava o espaço onde hoje se encontra a garagem da Prefeitura, delimitando também essa porção do bairro. A própria Rua Quintino Bocaiúva à época se chamava Rua do Matadouro. Na parte alta da Vila Nova estava o Cemitério Municipal, ao lado da Estrada de Rodagem para Indaiatuba, agora trecho inicial da Avenida 9 de Julho. Onde hoje é a Prefeitura havia a caixa d’água, apenas. E a área na qual está hoje instalada a Igreja de São Benedito era denominada na referida planta como Largo São Benedicto.
A expansão da cidade naquela direção deve-se à construção, numa área intermediária entre o centro velho e a Vila Nova, da Vila Operária Brasital: um conjunto de 244 casas destinadas aos funcionários da tecelagem instalada às margens do rio Tietê, construído entre 1920 e 1925. Diante da fixação desse contingente populacional nessa área da cidade, tencionava-se edificar um novo templo católico nas imediações. Tributários dessa idéia, Manoel José Ferraz de Carvalho e Dona Julieta Duarte, conhecidos por Casal Manduca, tomaram a iniciativa de doar uma área irregular de sua propriedade, na Vila Nova, que justamente corresponde ao Largo de São Benedito – doação esta feita em fevereiro de 1924 à Irmandade do referido santo, existente em Salto desde as últimas décadas do século XIX.

Os Manduca, doadores a área do Largo.
À época da doação era pároco em Salto Arthur Leite de Souza, substituído em 1926 por João da Silva Couto. Naquele tempo o apelo maior era em torno da construção de uma nova Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat, em substituição à capela que datava de fins do século XVII, já bastante acanhada frente à demanda dos fiéis, que crescia junto com a cidade. Assim, apesar da existência da intenção e do terreno, a edificação de uma Igreja na Vila Nova ficara num segundo plano. Mais de vinte anos se passariam até o lançamento da pedra fundamental, fato que se deu em 19 de dezembro de 1948. Desse dia até a celebração da primeira missa, passariam quase 9 anos. Numa época de forte apelo do catolicismo na cidade, diversas foram as campanhas e festas em prol da aquisição de material de construção para se erguer o novo templo, projetado por João Scarano, somado ao trabalho voluntário de centenas de fiéis, levantando paredes e colaborando nos mais diversos serviços.

Fundos da Igreja de São Benedito em construção, 1956.




