4 de junho de 2026

Livro do saltense J. Silvestre (1977)

Recentemente, em minhas pesquisas sobre a história de Salto, busquei informações sobre a figura de J. Silvestre - saltense de nascimento que se destacou na TV brasileira em seus primeiros tempos. Nessa jornada, adquiri em um sebo carioca sua obra de 1977, Como Vencer na Televisão.

Muito mais do que um manual de bastidores, este livro é uma lição cirúrgica de realismo e mercado. Com a bagagem de quem começou no rádio em 1941 e esteve na inauguração da TV Tupi em 1950, J. Silvestre desconstrói o romantismo do "estrelato". Para ele, a televisão é um negócio sério, o artista é um comerciante de seu próprio talento e o público é o patrão soberano.  Nas imagens deste post, você confere a capa original, o texto das orelhas (com sua impressionante biografia) e a quarta capa da obra.  Quer entender como funcionava a mente de um dos maiores comunicadores do Brasil e um dos grandes nomes da história de Salto?






A seguir, ofertamos a Introdução e o Capítulo 2 ("O Negócio Chamado Televisão"). Uma leitura indispensável sobre comunicação, resiliência e visão de mercado!


3 de junho de 2026

O primeiro Monumento à Padroeira: a "Santa Feia"

Essa foto registra um pedaço bizarro e fascinante da história de Salto/SP. Em dezembro de 1972, o então prefeito Jesuíno Ruy cumpriu uma promessa de campanha e inaugurou o primeiro "Monumento à Padroeira" em uma ilha no Rio Tietê (ao lado da atual Ponte Estaiada).

O plano era projetar a cidade no Estado, mas o resultado passou longe do esperado: a empresa contratada entregou uma estátua tão desproporcional que o povo logo a apelidou de "Santa Feia". Para piorar, a estrutura não aguentou o tranco e uma forte chuva acabou levando embora um de seus braços (como é possível ver na foto).

Sem um braço e com a estética pra lá de questionável, a "bendita" não durou dois anos: foi dinamitada em 1974. Mas a fama nacional ficou! Anos mais tarde, em 1980, o prefeito se reelegeu e tratou de construir a imagem que conhecemos hoje no Jardim Itaguaçu.

"Santa Feia": desejo de um Prefeito quase rebatizou a cidade.

Raríssimo registro da "Feia", à direita, em ilha fluvial que existe até hoje.

No Morro de Lavras, a nova Santa ganha forma, no segundo mandato de Jesuíno Ruy.

"Sentada" sobre o "bolo de noiva", a segunda construção do Monumento à Padroeira ficou pronta em 1980.  


1 de junho de 2026

Os 50 anos do filme que enganou o prefeito, o padre e parou a cidade!


Duas fotografias de uma cena que sintetiza o "grande golpe" aplicado na pacada cidade.

Se você vivesse em Salto em maio de 1976, há exatos 50 anos, a chegada nas bancas de jornal não trouxe uma surpresa, mas sim a faísca que faltava para incendiar um rastro de pólvora que já corria pela cidade. O caos, os cochichos e a polêmica já estavam há muito instalados pelos quatro cantos do município desde que a equipe de filmagem havia chegado com seus veículos, artistas e equipamentos. Mas quando o lendário e polêmico jornal paulistano Notícias Populares estampava em letras garrafais: "Salto desperta com 'Pesadelo Sexual...'", o que era um bafafá de bastidores virou um escândalo oficial que parou a política, a igreja e escancarou de vez a nossa rotina de pernas para o ar.

Para celebrar o cinquentenário desse episódio hilário e folclórico da nossa crônica urbana, vamos mergulhar nos bastidores inéditos de como Salto virou cenário do cinema da "Boca do Lixo" e como as nossas maiores autoridades foram, literalmente, levadas no bico por um diretor malandro.


O enredo: Dante Alighieri na "Boca do Lixo"

O filme em questão era “Pesadelo Sexual de um Virgem”, dirigido por Roberto Mauro. O roteiro era uma paródia escrachada do clássico A Divina Comédia, de Dante Alighieri. Na história, um estudante de escola é castigado e obrigado a ler e decorar o livro inteiro em três dias. De tanto ler, o jovem começa a delirar e ter pesadelos bizarros (e eróticos) com figuras históricas como Cleópatra, Messalina, Eva e Ula.

Cartaz do filme, em baixa resolução: há poucas referências na Internet.

A produção era bancada pela NTM Films, de Nelson Teixeira Mendes - ninguém menos que o bilionário dono da Supergasbras. Com dinheiro no bolso, a equipe desceu para o interior e passou 30 dias gravando em Salto.

Eles usaram a cidade inteira como set:

  • O casarão: a base principal foi a imponente casa de Sérgio Fabbri (onde hoje funciona a Corpo São). Durante um mês, gravaram na sala e nos quartos cenas de pura comédia com feras da TV e da música, como o ator Tony Tornado (que interpretava um pai de santo), o cantor Nilton César, e a atriz Vick Militello (a Daquinha da novela Estúpido Cupido). Ali dentro, garante quem estava nos bastidores, não se gravou nenhuma cena picante!
  • Locações urbanas: teve filmagem na Prefeitura (que ficava ao lado dos Correios), nas salas de aula do colégio Paula Santos e do colégio Leonor, nas piscinas da Saltense e várias cenas gravadas com as câmeras rodando dentro dos ônibus da Nardelli pela cidade.
  • Onde ficava o "proibido"? Para não chocar as famílias nas ruas, as cenas de erotismo light ficaram restritas à nossa natureza: nas pedras abaixo do Restaurante do Salto (hoje Memorial do Rio Tietê), bem pertinho da queda d'água, e na Usina de Lavras.


O altar do ludíbrio: o prefeito e o Monsenhor no mesmo filme

O ápice da malandragem do diretor Roberto Mauro foi convencer as maiores autoridades de Salto a participarem do filme. Para dar um desfecho "moral" à história, o protagonista se casava no final. O diretor bateu na porta da Prefeitura e da Paróquia de Nossa Senhora do Monte Serrat e convidou os líderes locais para fazerem uma "pontinha", interpretando a si mesmos.

E não é que eles aceitaram? No altar, gravado com toda a pompa, estavam:

  • O então prefeito Josias Costa Pinto e sua esposa (como padrinhos da noiva);
  • O assessor político Noronha (como padrinho do noivo);
  • E o nosso saudoso Monsenhor Mário Negro, o pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat, celebrando o casamento.

Eles achavam que estavam apoiando o "cinema nacional" e uma paródia cultural inofensiva. Mal sabiam o tamanho da encrenca.

Josias Costa Pinto, prefeito de Salto de 1973 a jan./1977.

Monsenhor Mário Negro, à direita, em cerimônia de batizado.

A explosão e a briga política

Quando o filme estreou e o título espalhou, o "Palácio Legislativo" de Salto quase desmoronou. O Presidente da Câmara da época, Corinto Silva, junto com os vereadores, ficou furioso. Sentindo que a cidade tinha sido motivo de chacota e que a Igreja Católica tinha sido profanada, eles ameaçaram acionar a Censura Federal em Brasília para proibir o filme em todo o território nacional!

Para apagar o incêndio, o diretor Roberto Mauro deu uma entrevista impagável ao Notícias Populares. No melhor estilo provocador, defendeu o prefeito e o padre, dizendo que eles representavam "o lado moral" da história. E sobrou deboche até para a oposição:

"O prefeito Josias e o chefe [Noronha] foram escolhidos porque são dois caras extremamente 'boa pinta' e eu precisava de imagens com estética. Eles fizeram o papel com grandeza. Sinceramente, acho que não poderia colocar, por exemplo, o presidente da Câmara, porque ele não é nem um pouco fotogênico."


Recorte do Notícias Populares de 31 de maio de 1976.

 Para tentar abafar o caso na cidade, os jornais locais (Taperá e O Trabalhador) fizeram uma verdadeira operação "passa pano": noticiaram as gravações e a presença do prefeito, mas omitiram completamente o termo "pornochanchada". Para o público local, era apenas uma "sátira baseada em Dante".

Corinto, então presidente da Câmara de Vereadores.


Os maus lençóis com o Bispo e os caos no Cine São José

A história oral da nossa cidade guarda os desdobramentos dessa confusão. O Monsenhor Mário Negro, coitado, passou por maus lençóis. Fiéis mais conservadores foram reclamar diretamente com Dom Amaury Castanho, na Diocese de Jundiaí, exigindo explicações de como o pároco de Salto tinha ido parar num filme erótico da Boca do Lixo.

Enquanto os políticos brigavam e a igreja se explicava, o povo saltense se divertia. No comércio local, o fotógrafo Lauro Okumura fez um bom negócio: vendeu 40 rolos de filme fotográfico para a produção e os produtores, paulistanos e apressados, pagaram o preço de 80! Conta-nos isso um jovem cameraman saltense à época, o qual acompanhou em detalhes toda a produção em terras saltenses.

E a cidade inteira virou artista. Jovens da época fizeram figuração, como o conhecido "Joãozinho Expedito" (filho do Expedito da pizzaria). Mas o frisson mesmo no Cine São José acontecia quando aparecia na tela um morador super tradicional da cidade que foi escalado para interpretar um "eunuco". Toda vez que ele aparecia, o cinema vinha abaixo de tantas gargalhadas.


O destino da fita: alguém tem uma cópia?

Por muitos anos, os saltenses mais curiosos podiam reviver essas imagens alugando a fita de vídeo na famosa locadora do Pitorre. Com o tempo, o filme sumiu de circulação e caiu no esquecimento, tornando-se uma lenda urbana quase mística da nossa cidade.

O trágico acidente de carro que vitimou a jovem Elisa nas curvas do Monte Belo naquela mesma época acabou, na boca do povo, sendo associado erroneamente à produção. Mas a verdade histórica (vinda da própria perícia da Polícia Civil da época) mostra que o acidente não teve nenhuma ligação com a equipe de cinema.

Cinquenta anos depois, essa história permanece como o "maior golpe" divertido que Salto já tomou. Uma época de ouro, de bastidores picantes e de muita política no interior.

E você que nos lê? Lembra da movimentação das gravações em 1976? Chegou a ver o filme no Cine São José ou a fita na locadora do Pitorre? Quem aí conheceu o Prefeito Josias ou tomou hóstia com o Monsenhor Mário? Deixe suas memórias nos comentários!

---
PS: Esse texto foi construído com relatos de vários saltenses que viveram os fatos à época. Caso alguma correção seja necessária, faça-a nos comentários.

26 de maio de 2026

As igaçabas encontradas em Salto

Antes da colonização, a área de Salto abrigava aldeias de índios guaianás, do grupo tupi-guarani, como a aldeia Paraná-Ytu. Foram eles que batizaram a cachoeira de Ytu Guaçu, que significa "Salto Grande".

A prova material mais contundente dessa presença secular são as igaçabas (urnas funerárias de cerâmica) e pontas de flechas. O avanço urbano e as escavações do século XX trouxeram essas relíquias à superfície, comprovando que a região do Médio Tietê era uma zona de ocupação vasta.

O Museu da Cidade (veja fotos a seguir) documenta achados importantes em diferentes pontos:

Bairro do Buru (Fazenda Chapada) – Década de 1970
Localizado na porção sudoeste/oeste do município. Foi nessa região que, na década de 1970, encontrou-se uma igaçaba nas terras da antiga Fazenda Chapada, testemunhando a ocupação indígena tradicional em áreas hoje rurais/periféricas.

Jardim Celani (Antiga Fazenda Elizabeth) – Outubro de 1980
Ponto situado na malha urbana. Durante as escavações para as obras de fundação do Hospital Municipal, os operários e pesquisadores identificaram mais um fragmento importante da história pré-colonial saltense.

Bairro São Judas Tadeu – 1992
Outra importante urna funerária recuperada no início da década de 1990. O achado ocorreu durante movimentações de terra e terraplanagem na região do bairro São Judas Tadeu, reforçando a ampla distribuição desses vestígios pelo território do município.

Esses achados são fundamentais porque comprovam a presença indígena além dos relatos coloniais. A maioria desses nativos acabou sendo expulsa ou aprisionada pelas bandeiras paulistas para o trabalho escravo. Hoje, as igaçabas são o testemunho material e silencioso dos verdadeiros primeiros habitantes de Salto.





24 de maio de 2026

A arqueologia do imaginário

As recentes escavações urbanas no entorno da Praça Antônio Vieira Tavares, marco zero de Salto, trouxeram à superfície muito mais do que terra e asfalto: expuseram as intrincadas camadas de uma verdadeira estratigrafia da memória local. O que durante décadas habitou o território do folclore local sob a forma de "túneis secretos" e "passagens misteriosas" revelou-se com uma sólida e complexa rede de engenharia subterrânea em granito. O achado, longe de ser um fato isolado, reacende o debate sobre a real extensão de uma malha oculta de canais e passagens que serpenteia pelo subsolo saltense - uma riqueza arqueológica que sobrevive a duras penas ao avanço dos tratores e, principalmente, à deliberada falta de interesse do poder público municipal.

Seria possível a existência de um "túnel secreto" sob a praça?
(Imagem gerada por IA)



As vozes do subsolo e as evidências de outros túneis


Se a historiografia oficial silencia sobre o tamanho da rede subterrânea de Salto, a memória oral de quem vivenciou o cotidiano do complexo da antiga Brasital - hoje ocupado pelo Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP) - oferece pistas geográficas consistentes. Relatos de antigos funcionários e técnicos de manutenção que exploraram as entranhas dos edifícios fabris em diferentes épocas indicam que a estrutura de granito recentemente exposta na praça central é apenas a ponta de um iceberg de engenharia oitocentista e do início do século XX. Testemunhos de quem realizou registros audiovisuais no local detalham, por exemplo, a existência de uma galeria monumental localizada na segunda torre do prédio principal, à direita, ao lado dos chalés. Protegida por uma porta metálica, a estrutura possui cerca de dois metros de altura por dois metros de largura, com chão, paredes e teto revestidos em blocos de granito, apresentando uma ramificação que vence o desnível topográfico em direção ao platô central da cidade.

Outro circuito subterrâneo importante foi mapeado por trabalhadores na porção mais baixa do complexo, estendendo-se em direção à margem direita do Rio Tietê. Operários de manutenção relataram ter percorrido trechos dessa galeria técnica que passavam exatamente por baixo da Ponte Pênsil, transmitindo a nítida impressão de se situarem abaixo do nível do próprio leito fluvial do Rio Tietê. Essas mesmas incursões no subsolo do chamado "castelo" revelaram salas de fiação, encanamentos antigos e portas lacradas na rocha, sugerindo conexões profundas que ligavam a antiga tecelagem, assentada às margens do rio em 1873, às cotas mais elevadas da cidade. Na ala fabril mais primitiva, relatos de bastidores apontam ainda para a presença de um alçapão no piso do "Bloco F" que conduzia a uma câmara inferior escura equipada com estruturas semelhantes a leitos de concreto e argolas de ferro chumbadas às paredes. Embora a arqueologia industrial pondere que tais elementos pudessem servir para a ancoragem mecânica de eixos de transmissão ou caldeiras, a cronologia do edifício - anterior à abolição da escravidão - impõe a necessidade de investigar se o espaço serviu como área de contenção coercitiva de trabalhadores.


Engenharia de ponta ou labirinto místico?


A ciência por trás do asfalto ajuda a desmistificar a visão puramente fabulosa de túneis secretos destinados a ocultar os antigos tesouros dos tempos de monções, como as lendas sobre o ouro que teria sido enterrado entre os blocos de granito do Porto Góes ou as histórias operárias sobre uma canoa fantasma que singrava o rio na calada da noite. Por dependerem diretamente da força hidráulica do Tietê, as tecelagens oitocentistas necessitavam de canais de adução para captar a água e canais de fuga para descartá-la após mover as turbinas. O refinamento construtivo do complexo reveals-se também nos detalhes estruturais superiores das torres, onde técnicos identificaram uma espessa camada de seixos de rio sob o assoalho, arranjo mecânico projetado especificamente para dissipar as violentas vibrações geradas pelos pesados teares em funcionamento, preservando os alicerces. Esses canais, galerias de vapor e rotas de serviço interligavam pavilhões e, muito provavelmente, conectavam-se aos antigos sistemas de escoamento e drenagem pluvial da praça central, plantando na memória coletiva a ideia de um labirinto místico subterrâneo.

O trator do descaso e a inércia do poder público


Se a profusão de relatos e a materialidade do granito exposto na última semana justificariam uma ampla frente de pesquisa científica, a postura das autoridades municipais caminha na direção oposta. Diante de uma descoberta de possível relevância historiográfica no Marco Zero da cidade, a reação inicial do poder público foi a minimização do fato, tratando o patrimônio arqueológico sob o rótulo depreciativo de "mero folclore". O ápice dessa negligência institucional materializou-se durante as recentes obras viárias na praça, quando a equipe de engenharia civil da municipalidade optou por reutilizar o interior da galeria histórica de granito como calha improvisada para acomodar tubulações modernas de saneamento. Essa intervenção descaracteriza o patrimônio com o nítido intuito de evitar embargos e não atrasar o cronograma político das obras de superfície, infringindo os ritos de proteção determinados pela legislação federal.

Essa conveniência administrativa em ignorar o potencial arqueológico de Salto repete erros históricos de apagamento da herança industrial da cidade. O esvaziamento das políticas públicas de preservação e a falta de interesse em financiar estudos geofísicos - como o uso de Georradar para mapear o subsolo sem quebrar o asfalto - demonstram que a memória local é frequentemente tratada como um estorvo ao desenvolvimento econômico instantâneo, e não como um ativo cultural duradouro. 

A resistência autônoma e o futuro da memória


Diante da omissão do poder executivo, a salvaguarda do subsolo saltense converteu-se em uma articulação direta da sociedade civil. O Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Cultural (COMDEPAC), unindo forças com profissionais da arqueologia e parlamentares atentos à causa, agiu de forma emergencial nos últimos dias. A equipe realizou vistorias técnicas independentes, medições e levantamentos fotográficos da galeria violada, gerando o estofo documental que resultou na protocolização de uma denúncia formal junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), transferindo o impasse para a jurisdição federal.

A insistência em sepultar galerias centenárias sob o pretexto de modernização priva o município de compreender a evolução do trabalho e da técnica que edificaram sua própria sociedade. Enquanto o processo tramita nas instâncias federais, a estratégia dos defensores do patrimônio apoia-se no rigor técnico dos relatórios e na ampla visibilidade nas redes sociais e mídias independentes, criando um escudo político que impede o soterramento silencioso do achado. Cidades vizinhas da região já apontam caminhos economicamente viáveis, demonstrando que a inclusão de comitês históricos no plano de obras permite integrar achados arqueológicos aos projetos urbanísticos contemporâneos, gerando valor turístico e pedagógico.

As fotos a seguir foram feitas pelo vereador Chell Oliveira. Seria apenas um antigo canal de escoamento de água pluvial ou o indício de que podemos encontrar elementos mais significativos?













Ouça nosso podcast

Ouça o hino da cidade, "Salto Canção", na gravação de 1966