Mostrando postagens com marcador prefeitura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador prefeitura. Mostrar todas as postagens

19 de junho de 2026

Prefeitos de Salto (1889 a 2026)

A história administrativa de Salto confunde-se com a própria evolução urbana e social do município. O cargo de chefe do Poder Executivo, inicialmente chamado de intendente e posteriormente de prefeito, foi instituído em 1889, juntamente com a Proclamação da República. Desde então, dezenas de homens conduziram a cidade, cada qual deixando sua marca no desenvolvimento local.

A Prefeitura Municipal funcionou no prédio da Rua Dr. Barros Júnior durante 56 anos, operando no local de 1922 a 1978. A transição para esse endereço ocorreu graças ao então prefeito José de Arruda Mello (o "Zé de Mello"), que comprou o casarão em 1921 para instalar ali o Paço Municipal. Já a saída definitiva aconteceu durante o segundo mandato do prefeito Jesuíno Ruy, que foi o responsável por inaugurar o novo e atual prédio da Prefeitura em 1º de fevereiro de 1978.


Os Pioneiros e o Grande Surto de Progresso

Os primeiros anos da República trouxeram à liderança nomes como Antônio Alves Cruz e Domingos José da Cruz, logo em 1889. Contudo, foi o engenheiro Dr. Francisco Fernando de Barros Júnior quem assumiu como o primeiro intendente oficial em 1890, recebendo a alcunha de "Pai dos Saltenses" por sua atuação heroica e benevolente durante a trágica epidemia de varíola que assolou a região, nos anos anteriores.

Nas décadas seguintes, Júlio Lopes da Silva Fragoso viu a então vila ser elevada à categoria de cidade (1906) e iluminada pela energia elétrica (1907). Pouco depois, Luiz Dias da Silva (que governou entre 1912-1916 e 1917-1918) foi responsável por um dos maiores surtos de progresso de Salto: implantou a rede de água e esgoto, construiu o Matadouro Municipal, a Cadeia Pública, o primeiro Grupo Escolar (Tancredo do Amaral) e a famosa Ponte Pênsil. Foi também em seu governo, no final de 1917, que "Salto de Ytu" passou a se chamar oficialmente apenas "Salto".







A Era Vargas e os Interventores

A Revolução de 1930 alterou a dinâmica política nacional e local. Com a queda da República Velha, prefeitos militares foram nomeados, destacando-se o Major José Garrido (1931-1932). Garrido impulsionou o calçamento a paralelepípedos da Rua 9 de Julho, criou o primeiro brasão e o hino da cidade, sendo lembrado como um grande amigo da população. Outro nome marcante da época foi Hilário Ferrari, imigrante italiano e comerciante que governou entre 1927 e 1930. Ele foi deposto pela Revolução, voltou ao cargo em 1938, mas o deixou meses depois porque o governo de Getúlio Vargas proibiu estrangeiros de exercerem cargos executivos.




O Pós-Guerra e a Expansão Urbana

Nas décadas de 1940 a 1960, a cidade vivenciou forte crescimento de infraestrutura. João Batista Ferrari, o "Tita" (1939-1945 e 1948-1951), destacou-se pela construção de diversas pontes sobre os rios Tietê e Jundiaí e pela instalação do Ginásio Estadual e da Escola Industrial. Em seguida, Vicente Scivittaro, o popular "Chinchino", governou em duas gestões (1952-1955 e 1960-1963), entregando obras fundamentais como a Maternidade Nossa Senhora do Monte Serrat e a Concha Acústica, além de lutar pela criação da Comarca de Salto. Seu sucessor, Joseano Costa Pinto (1964-1969), deu continuidade ao desenvolvimento focando na educação e na criação de inúmeras praças, como a Praça XV de Novembro.




A Frente Operária e a Industrialização

No final dos anos 1960, a política saltense inovou com o surgimento da Frente Operária, um movimento popular de trabalhadores sindicalistas que elegeu Jesuíno Ruy. Jesuíno governou por três mandatos (1969-1973, 1977-1983 e 1993-1996), inaugurando a primeira estação de tratamento de água do município em 1969 e, posteriormente, a polêmica segunda imagem no Monumento à Padroeira. Seu sucessor imediato, Josias Costa Pinto (1973-1977), focou na captação de novas indústrias de grande porte e na criação do Departamento de Água e Esgoto para modernizar o saneamento.


A Modernidade e o Século XXI

A transição para os anos 1990 foi marcada pela gestão de Eugênio Coltro (1989-1992), cuja administração deixou um legado cultural e ambiental profundo com a criação do Museu da Cidade, do Parque da Rocha Moutonnée e do Parque do Lago. No século XXI, a política saltense viu a alternância de gestores como Pílzio Di Lelli, Juvenil Cirelli e Laerte Sonsin Jr., além da figura de José Geraldo Garcia, que se consolidou como o primeiro chefe do Executivo a ser eleito para um quarto mandato na história da cidade (2005-2012, 2017-2020 e 2025-2028*).


*Projeção de mandato.


Conheça a biografia de alguns dos prefeitos de Salto:

Antônio Alves Cruz - Foi o terceiro intendente da história de Salto, embora seu mandato tenha sido um dos mais curtos já registrados. Ele governou a cidade por exatos três meses, entre 7 de janeiro e 6 de abril de 1899, em um período de forte transição política na Primeira República. Seu nome batiza uma das vias do Parque Residencial Marechal Rondon.

Domingos José da Cruz - Sucedeu Antônio Alves Cruz, governando de 6 de abril de 1899 até 7 de janeiro de 1902. Seu mandato foi extremamente turbulento devido às tensões sociais crescentes: a população travou duras brigas contra a diretoria das antigas fábricas Júpiter e Fortuna, que simplesmente bloquearam o acesso público à margem direita do rio Tietê, junto à queda d'água. Naquela época curiosa, Salto contava com apenas 250 eleitores, que votavam todos em uma única sessão.

Francisco Fernando de Barros Júnior (Dr. Barros Júnior) - O inesquecível "Pai dos Saltenses" nasceu em Capivari (SP) em 1856, cursou engenharia civil na Syracuse University (EUA) e chegou a Salto em 1880. Construiu a tecelagem Júpiter (1882) e foi um líder de muitos talentos: abolicionista fervoroso, deputado estadual, juiz de paz e fundador do primeiro jornal local, o Correio do Salto (1888). Na terrível epidemia de varíola de 1887, agiu como herói: montou lazaretos, comprou leitos, importou médicos da capital e chegou a marchar com a banda de música soltando foguetes nas ruas para afugentar o vírus e animar os doentes. Apesar de sua riqueza inicial, ele faliu nos anos seguintes. O primeiro intendente oficial da cidade perdeu sua fortuna, passou a andar humildemente guiando um carro de bois e, em um triste episódio, teve até o crédito negado ao tentar comprar um par de sapatos. Faleceu aos 62 anos, vitimado pela gripe espanhola, trabalhando como coletor de rendas federais.

João de Almeida Campos - Prefeito entre 1902 e 1904, vivenciou marcos importantes do desenvolvimento. Em junho de 1902, recebeu a primeira proposta para dotar a cidade de luz elétrica e deu início às lutas para construir o paço municipal e uma cadeia pública. A curiosidade mais fascinante de seu governo ocorreu quando a Câmara votou uma lei autorizando a doação municipal de cem mil réis para ajudar nas despesas das experiências espaciais de Santos Dumont, em Paris.

Júlio Lopes da Silva Fragoso - Completou o mandato do Dr. Barros Júnior e governou de 1906 a 1908. Foi exatamente sob sua liderança, em 19 de janeiro de 1906, que a então vila foi elevada oficialmente à categoria de cidade (embora ainda se chamasse "Salto de Ytu"). Foi em seu governo que a luz elétrica enfim foi inaugurada, em 1907. Registros mostram que Salto tinha então 6.000 habitantes, 700 casas, 13 ruas, duas praças e duas escolas isoladas.

Domingos Fernandes da Silva - Entrou para a história política por ser o primeiro a governar sob o sistema de vereador-prefeito, implementado em 1908, tendo mandatos entre 1908-1910 e 1911-1912. Em sua gestão, a municipalidade conseguiu uma imensa doação de terras do Estado, o que viabilizou a sanção da lei para construir o que futuramente seria o Grupo Escolar Tancredo do Amaral, em 1909.

José Nastari - Prefeito entre 1910 e 1912, esteve à frente da cidade no momento em que Salto começou a despertar seu potencial turístico organizado, recebendo a primeira proposta da gigante Società Ítalo-Americana para construir o mirante e dar forma ao lazer ao redor da cachoeira.

João Batista Cruz - Entrou para as curiosidades estatísticas da administração saltense: acredita-se que tenha sido o político que ocupou a cadeira do Executivo pelo menor tempo contínuo. Seu relâmpago mandato de prefeito durou meros 11 dias, indo de 28 de julho a 8 de agosto de 1912.

Luiz Dias da Silva - Nascido em Itu em 1875, governou em dois mandatos (1912-1916 e 1917-1918) e promoveu, possivelmente, o maior surto de progresso infraestrutural da história saltense na Primeira República. Foi ele o responsável direto por implantar a primeira rede de água e esgoto, construir o Matadouro Municipal, a Cadeia Pública, o serviço telefônico e a histórica Ponte Pênsil. Foi em seu governo (1917) que o nome da cidade perdeu o "de Ytu". Em 1952, um evento de grande comoção ocorreu na prefeitura para descerrar seu retrato em homenagem.

Regolo Salesiani - Nascido em 1871, foi possivelmente um dos primeiros imigrantes italianos natos a assumir uma prefeitura no Brasil. Governou no curto e calmo biênio de 1916 a 1917, no qual evitou fechamentos no largo da Matriz. Nos anos 1930, ele chegaria a participar ativamente do Fascio de Salto.

Luiz da Silva Leite - Conhecido popularmente como "Luizinho", governou entre 1917 e 1918. Em sua gestão, renovou contratos de eletricidade e presenciou a inauguração, feita pela colônia italiana local, de um monumento no cemitério dedicado aos irmãos Nerone e Raoul Begossi, mortos na Primeira Guerra Mundial. E sancionou, em 29 de dezembro de 1917, a lei que simplificou de vez o nome da cidade para "Salto".

José de Arruda Mello - O "Zé de Mello", antes escrivão da coletoria federal, governou de 1920 a 1926. Em sua longa gestão, Salto viu a imponente Vila Operária da Brasital e a usina de Porto Góes serem erguidas. Durante a violenta Revolução de 1924, enfrentou a escassez de alimentos e decretou o primeiro racionamento e tabelamento de preços de produtos básicos da história local. Em 1921, foi ele quem comprou a velha casa da rua Dr. Barros Júnior para instalar nela o Paço Municipal.

Teotônio Corrêa de Moraes - Comerciante de grande prestígio na época, assumiu a Prefeitura brevemente em 1923, mas sua figura foi central para manter a ordem legislativa; ele ocupava a presidência da Câmara Municipal de Salto bem no momento em que ela foi abruptamente dissolvida pela Revolução de 1930.

Hilário Ferrari - De origem italiana, fixou-se em Salto e fez fortuna com seu "Grande Bazar Saltense" (depois rebatizado como "Armazém Popular"). Muito ligado aos esportes e à sociedade (fundou a S.I.R. Ideal em 1927), foi vereador por quatro vezes. Sua carreira como prefeito foi uma montanha-russa: governou entre 1927 e 1930 até ser deposto pela Revolução, e retornou em 1938. Meses depois, foi forçado a abandonar definitivamente o posto, pois as leis do Estado Novo passaram a proibir estrangeiros de serem prefeitos no Brasil.

Hilário Ferrari

Major José Garrido - Interventor militar em 1931 e 1932, apesar do viés autoritário, ganhou a imensa simpatia da população como realizador. Em pouco tempo, ele calçou as vias a paralelepípedos, demoliu os antigos muros que cercavam o jardim público, abriu escolas, elaborou e oficializou o primeiro Brasão de Armas e o primeiro Hino Oficial de Salto.

Major Garrido no Jardim Público de Salto

Major Garrido em 1932

Francisco de Arruda Teixeira - O "Chiquinho" (prefeito de 1932-1935 e 1936-1938) governou a cidade durante o complexo fechamento das instituições democráticas rumo ao Estado Novo. Chegou a governar quase 20 meses seguidos sem nenhuma câmara de vereadores e conseguiu trazer para Salto uma fundamental agência da Caixa Econômica Estadual.

"Chiquinho", prefeito nos anos 1930

Lafayette Brasil de Almeida - Cidadão engajado e farmacêutico experiente, liderou o município entre 1935 e 1936. A principal marca urbanística de sua curta gestão foi a reformulação toponímica das vias do centro da cidade: foi ele o responsável, por exemplo, por mudar o nome da antiga "Rua de Campinas" para a atual "Rua 9 de Julho".

João Batista das Chagas - Teve uma passagem curiosa e rapidíssima pela liderança municipal, chefiando o Executivo de Salto após assumir por meio de uma pequena comissão por cerca de três meses durante o ano de 1936.

João Baptista Ferrari - Popularmente conhecido como "Tita Ferrari", foi um influente líder político e prefeito de Salto, em São Paulo, cuja administração marcou o segundo surto industrial do município. Membro de uma tradicional dinastia política local — sucedendo seu pai, Hilário Ferrari —, ele governou a cidade com uma visão desenvolvimentista focada na atração de grandes empresas. Sua principal marca administrativa foi a criação de leis de isenção fiscal que atraíram indústrias fundamentais para a economia saltense, como a Brasital e a Eucatex. Reconhecido por seu impacto duradouro no progresso e na infraestrutura urbana, seu legado permanece vivo na memória da cidade e é homenageado no nome de uma importante escola municipal de tempo integral, o Cemus X.

Tita Ferrari

João de Moura Campos - Coletor de impostos estadual e participante do Conselho Municipal de Geografia (1938), ocupou a prefeitura de abril de 1945 a dezembro de 1947. Um fato raríssimo: o rito de sua transmissão de posse ocorreu em São Paulo, nas dependências do Palácio do Governo, diante de uma gigantesca e animada caravana de moradores saltenses.

Vicente Scivittaro - O imensamente popular "Chinchino" (gestões de 1952-1955 e 1960-1963) modernizou as estruturas públicas saltenses. Ele desativou o antigo "Cemitério Velho", concebeu o loteamento do Jardim Três Marias, fez nascer o Ginásio Paula Santos, a Concha Acústica e inaugurou a Maternidade Municipal. Como coroação da sua vida pública, no exato último dia de seu segundo mandato, ele pôde celebrar a sanção da lei que finalmente criava a Comarca de Salto.

O popular "Chinchino"

Hélio Steffen - Natural de Indaiatuba, Hélio foi um intelectual multifacetado: locutor de rádio, ator teatral, professor e advogado. Seu mandato de 1956 a 1959 foi focado no social. Ele reestruturou o jardim central para abrigar a Concha Acústica, criou o sagrado Lanche Escolar das crianças, viabilizou a ETA e asfaltou a velha estrada de terra que ligava Salto a Itu. Ele ainda comprou uma imensa gleba do Parque Bela Vista, de onde germinaram creches, asilo e dezenas de casas populares. Faleceu em 1984.

Hélio Steffen

Joseano Costa Pinto - Prefeito entre 1964 e 1969, esse ex-ator e professor foi o "prefeito verde e organizador" de Salto. Batizou oficialmente mais de 90 ruas que antes eram conhecidas apenas por números, plantou centenas de árvores e criou grandes praças, como a XV de Novembro e a da Saudade. Sob seu governo, Salto ganhou o prédio da Estação de TV (retransmissora de sinal, antes necessária), a iluminação noturna a vapor de mercúrio e o icônico Restaurante do Salto no mirante da cachoeira. Faleceu em 1981.

Joseano, criador da Praça XV em 1968

Jesuíno Ruy - Consolidou-se como uma das figuras políticas mais marcantes da história de Salto ao chefiar o Executivo por três mandatos, despontando originalmente como o principal nome da Frente Operária, um movimento político-sindical de forte apelo popular que alcançou o poder em pleno regime militar para defender a classe trabalhadora. Em sua primeira gestão (1969-1973), demonstrou uma postura enérgica ao dispensar uma empreiteira morosa e utilizar pedreiros da própria prefeitura para acelerar e inaugurar a Estação de Tratamento e Filtragem de Água em 1969, além de viabilizar a construção do prédio do Clube Recreativo dos Trabalhadores Saltenses (CRETS), embora tenha enfrentado forte oposição da Câmara devido à polêmica cobrança de taxas de água em terrenos baldios. No segundo mandato (1977-1983), Ruy entregou grandes obras de infraestrutura e lazer, como o novo prédio da Prefeitura Municipal em 1978 e o imponente Monumento à Padroeira em 1980, cuja construção gerou severas críticas da população que sofria com constantes cortes de água no verão e considerava a imagem supérflua; nessa mesma época, ele expandiu a urbanização ao nomear diversas ruas com figuras históricas locais e chegou a articular com o governador Paulo Maluf uma nova ponte sobre o rio Tietê, que acabou barrada por disputas políticas. Por fim, em sua última passagem pelo Executivo (1993-1996), manteve o foco na organização urbana e cultural, marcada pela criação do Cineclube Anselmo Duarte e por grandes espetáculos como "A Cultura Saltense na Paixão de Cristo", ao mesmo tempo em que continuou a sancionar a nomenclatura de novas vias para preservar a memória do município.

Jesuíno em seu primeiro mandato

Eugênio Coltro - Chefe do Executivo entre 1989 e 1992, tinha origem operária (entrou na Brasital em 1949 e foi da chefia de escritório). Seu mandato foi responsável pelas maiores entregas turísticas, históricas e ambientais. Foi Coltro quem criou o Museu da Cidade, reabriu a interditada Ponte Pênsil, construiu moradias no "Jardim do Éden" e fundou o Parque do Lago e o Parque da Rocha Moutonnée. Faleceu aos 58 anos, meses após deixar o cargo, em 1993.


Veja a lista completa dos chefes do Executivo saltense:

Observações importantes: a repetição de anos na cronologia ocorre porque, entre o final do século XIX e o início do século XX, os chefes do Executivo eram nomeados de forma indireta pela Câmara Municipal, atuando inicialmente como membros do Conselho de Intendência. A partir de 1908, com Domingos Fernandes da Silva, teve início o sistema de "vereador-prefeito", onde os próprios vereadores se alternavam no comando, gerando mandatos interinos e altíssima rotatividade. Exemplos:

  • João Batista Cruz: registra o mandato mais curto da história de Salto, governando por meros 11 dias (de 28 de julho a 8 de agosto de 1912).
  • Antônio Alves Cruz: ocupou o cargo por exatos três meses na transição republicana (janeiro a abril de 1889).
  • João Batista das Chagas: chefiou o Executivo por meio de uma comissão por cerca de três meses em 1936.
  • Orestes Ferrari: mesmo já em um período democrático, governou por apenas cerca de 45 dias no final de 1951. Como vice-presidente da Câmara, ele assumiu o Executivo para cobrir uma licença na reta final do mandato.

Além do antigo sistema indireto, as décadas de 1930 e 1940 (Era Vargas) também geraram sobreposições anuais devido às nomeações e deposições abruptas de prefeitos e interventores estaduais, como as curtas passagens de Hilário Ferrari e do Major José Garrido.

  • Antônio Alves Cruz (1889)
  • Domingos José da Cruz (1889 a 1902)
  • Francisco Fernando de Barros Júnior (1890 a 1895 e 1905 a 1906)
  • João de Almeida Campos (1902 a 1904 e 1926 a 1927)
  • Júlio Lopes da Silva Fragoso (1906 a 1908)
  • Domingos Fernandes da Silva (1908 a 1910, 1911 a 1912 e 1919 a 1920)
  • José Nastari (1910 a 1911 e 1912)
  • João Batista Cruz (1912)
  • Luiz Dias da Silva (1912 a 1916)
  • Regolo Salesiani (1916 a 1917)
  • Luiz da Silva Leite (1917 a 1919)
  • José de Arruda Mello (1920 a 1923 e 1923 a 1926)
  • Teotônio Corrêa de Moraes (1923)
  • Hilário Ferrari (1927 a 1930 e 1938 a 1939)
  • Major José Garrido (1931 a 1932)
  • Francisco de Arruda Teixeira (1932 a 1935 e 1936 a 1938)
  • Lafayette Brasil de Almeida (1935 a 1936)
  • João Batista das Chagas (1936)
  • Ledubino de Aguiar Frias (1939)
  • João Baptista Ferrari (1939 a 1945 e 1948 a 1951)
  • João de Moura Campos (1945 a 1947)
  • Orestes Ferrari (1951)
  • Vicente Scivittaro (1952 a 1955 e 1960 a 1963)
  • Hélio Steffen (1956 a 1959)
  • Joseano Costa Pinto (1964 a 1969)
  • Jesuíno Ruy (1969 a 1973, 1977 a 1983 e 1993 a 1996)
  • Josias Costa Pinto (1973 a 1977)
  • Pílzio Di Lelli (1983 a 1989 e 2001 a 2004)
  • Eugênio Coltro (1989 a 1992)
  • João Guido Conti (1997 a 2000)
  • José Geraldo Garcia (2005 a 2012, 2017 a 2020 e 2025 a 2028*)
  • Juvenil Cirelli (2013 a 2016)
  • Laerte Sonsin Junior (2021 a 2024)
*Projeção do atual mandato.

14 de abril de 2026

O legado ambivalente de Eugênio Coltro

Ao revisitar a história administrativa de Salto, torna-se evidente que o quadriênio 1989–1992 não foi um período de neutralidade ou de meras manutenções de rotina; foi, sobretudo, um intervalo marcado por um movimento de coragem política poucas vezes visto em tão curto espaço de tempo. Independentemente do êxito de certas diretrizes ou do fracasso de intervenções que ainda hoje suscitam críticas e controvérsias, é inegável que houve uma disposição deliberada para romper com o imobilismo e projetar a cidade para além de seus muros fabris. Essa postura audaciosa, que buscou redesenhar a identidade local e enfrentar demandas estruturais históricas, deixou marcas indeléveis na paisagem urbana — algumas celebradas como conquistas definitivas, outras questionadas como passivos permanentes — que ainda hoje desafiam a nossa compreensão sobre o desenvolvimento do município.

Coltro é carregado por apoiadores após a vitória no pleito municipal de 1989. Acervo Taperá.


A história política de Salto guarda um capítulo peculiar na virada da década de 1990. A gestão de Eugênio Coltro (1989–1992) - que pareceu sempre um pouco esquecida - é o exemplo clássico de um mandato único que, embora curto, foi capaz de alterar drasticamente a fisionomia e a autoimagem da cidade. Sob sua administração, Salto tentou uma transição ambiciosa: deixar de ser uma cidade marcadamente operária, com uma cachoeira e um monumento à Padroeira que já atraíam visitantes, para se converter em um polo turístico e cultural da região. Essa estratégia teve como um de seus principais articuladores o então jovem Geraldo Garcia, na época à frente da pasta que coordenava essas diretrizes - figura que, décadas depois, viria a ocupar a prefeitura por quatro mandatos, estando o último deles em curso.

Eugênio e Geraldo: dupla de gerações diferentes unida em diversas ações daquele mandato.


Essa parceria foi responsável pela idealização e entrega de marcos como o Parque de Lavras, o Parque do Lago e o Parque Rocha Moutonnée, além da fundação do Museu da Cidade. No entanto, o que na época foi celebrado como uma vanguarda no lazer e turismo regional, hoje impõe um desafio amargo ao poder público. Muitos desses espaços tornaram-se verdadeiros "elefantes brancos": estruturas de manutenção caríssima e logística complexa que sobrecarregam o orçamento municipal, exigindo investimentos constantes, estratégias a título paliativo e que nem sempre se traduzem em um retorno social ou turístico condizente com o custo de mantê-los funcionando.

A mão pesada do planejamento daquela época também deixou marcas profundas e controversas no coração da cidade. A intervenção no centro para a criação do Convívio Dom Pedro II permanece, até hoje, como uma das ações mais questionadas da história local. A implementação do calçadão, que buscou modernizar o centro comercial, foi feita ao custo do corte de inúmeras árvores e da interrupção parcial do trânsito de veículos. O que se pretendia ser um espaço de convivência moderna acabou gerando um debate eterno sobre o impacto ambiental e a perda da dinâmica funcional da principal via da cidade.

A derrubada das árvores da Avenida D. Pedro II.

Protesto em frente ao Fórum, localizado na mesma avenida em obras.


Ao fim de seu mandato, Coltro entregou uma cidade com uma infraestrutura cultural e de lazer robusta, mas também deixou como herança o peso administrativo de sustentar essas mesmas estruturas. Sua trajetória, interrompida por um infarto apenas seis meses após deixar o cargo, é o retrato de uma gestão de extremos: ousada o suficiente para forçar a entrada de Salto no mapa do turismo estadual, mas responsável por escolhas urbanísticas cujos custos - tanto financeiros quanto ambientais - a cidade ainda tenta equilibrar.



O calçadão em obras no início da década de 1990.


Vista do alto de um dos quarteirões do Calçadão já concluído.


Resumo biográfico de Coltro (1934-1993)


Trajetória Civil e Formação Técnica

Eugênio Coltro nasceu em Salto, em 16 de agosto de 1934, filho de João Coltro e Saturna Artone Coltro. Sua formação básica ocorreu no ensino público, frequentando o Grupo Escolar Tancredo do Amaral entre 1942 e 1945, seguindo para a Escola Anita Garibaldi.

Sua vida profissional foi precocemente vinculada ao setor industrial, espinha dorsal da economia saltense na época. Em janeiro de 1949, ingressou na Brasital, onde permaneceu por quase três décadas. Na fábrica, sua carreira foi marcada por uma ascensão administrativa contínua: iniciou como ajudante de escritório e galgou postos nos setores de pagamento e pessoal, vindo a ocupar a chefia do escritório central em 1976. Essa experiência no setor têxtil foi determinante para sua compreensão da dinâmica social da classe operária local.


Carreira no Fisco e Atuação Comunitária

Paralelamente à atividade na indústria, Coltro buscou a estabilidade do serviço público estadual. Após anos de preparação para concursos — um esforço iniciado ainda em 1961 —, logrou êxito ao ser admitido em 1976 como Agente Fiscal de Rendas do Estado. Atuou nas regiões de Itapetininga e Itu, sendo posteriormente promovido a Inspetor Fiscal de Rendas, função na qual se aposentou em 1988, ano em que venceria a eleição para o Executivo.

Fora da esfera estatal, sua inserção na sociedade civil era vasta. No esporte, ocupou cargos diretivos no Clube de Regatas, no E.C. Quinze de Novembro e presidiu o Guarani S.A.C. entre 1969 e 1974. No campo social e religioso, foi figura central na Sociedade São Vicente de Paulo e na Conferência de Santa Teresinha do Menino Jesus, onde atuou por décadas como confrade e presidente, inclusive durante sua vida política ativa.


Vida Pública e Legado Político

Sua entrada na política partidária ocorreu em 1963, quando elegeu-se vereador pelo MTR (Movimento Trabalhista Renovador), legenda que abrigava a então Frente Operária. Durante a legislatura de 1964 a 1969, ocupou a vice-presidência da Câmara Municipal.

Após duas tentativas ao cargo de prefeito (em 1976 e 1982), foi eleito em 1988 para o mandato de 1989 a 1992. Sua gestão foi pautada por um pragmatismo técnico que resultou em números expressivos de infraestrutura: mais de 160 mil metros quadrados de pavimentação e a entrega de cerca de 1.500 unidades habitacionais entre o Jardim Santa Cruz e o Nova Era. No entanto, o foco na modernização urbana trouxe as polêmicas intervenções no centro da cidade, como o calçadão do Convívio Dom Pedro II, marcado pela supressão de vegetação e alteração do fluxo viário.

Casado e pai de três filhos, Eugênio Coltro faleceu em 6 de julho de 1993, vítima de um infarto fulminante, apenas seis meses após concluir seu mandato. Suas cinzas foram sepultadas no Cemitério Municipal de Salto em setembro daquele mesmo ano, encerrando um ciclo de vida pública intrinsecamente ligado à transformação da paisagem urbana e administrativa da cidade.


18 de novembro de 2009

Oradores saltenses do século XX

Oswaldo de Souza Aguirre (1896-1965)
Nasceu e faleceu em Santo André/SP, mas viveu a maior parte de sua vida em Salto, entre 1920 e 1950, onde foi sepultado. Foi escrivão de polícia no antigo prédio que abrigava a cadeia e a delegacia, na Avenida D. Pedro II, no local em que hoje se encontra o Fórum. Zeloso cumpridor de seu trabalho, também obteve destaque na comunidade saltense como orador eloqüente e sempre solicitado nos eventos cívicos ou quando da visita a Salto de autoridades de destaque.

Seu nome está fortemente associado à história da imprensa saltense, tendo colaborado em diversos jornais da cidade, a exemplo de O Ferrão, O Serrote, O Argus, O Povo, O Trabalhador. Foi ainda redator de O Saltense e diretor do Correio de Salto. Dentre seus escritos encontram-se até mesmo poesias. A sala de imprensa da Prefeitura de Salto, até a alguns anos atrás, recebia o seu nome – homenagem prestada em 1967. Foi diretor do clube Ideal, em 1928. Estava rotineiramente envolvido com as atividades das diversas sociedades e clubes locais.


Inauguração da sala de imprensa Oswaldo de Souza Aguirre, com a presença de Archimedes Lammoglia, Joseano Costa Pinto e Paulo Maluf, 1967.

Hélio Steffen (1923-1984)
Foi vereador de Salto por dois mandatos e prefeito entre 1956 e 1959. Durante os mais de trinta anos em que participou ativamente da vida social e política saltense, Hélio Steffen notabilizou-se como excelente orador, discursando em inúmeros eventos da comunidade ao longo de sua vida. Nasceu na Fazenda Cruz Alta, município de Indaiatuba, sendo filho de Christina Clemente e Eduardo Steffen. Veio para Salto ainda criança, estudando no Grupo Escolar Tancredo do Amaral. Posteriormente, estudou em Itu, na Escola Normal Regente Feijó, instituição na qual se formou professor, em 1950. Dez anos mais tarde, pela Faculdade de Direito de Niterói, diplomou-se advogado.

A partir de 1940 trabalhou como locutor numa rádio de Sorocaba, tendo passado também pela Rádio Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro. No final dessa década, de volta a Salto, Steffen participou do Grêmio Teatral Antonio Vieira Tavares, então existente. Aprovado num concurso estadual, em 1951, foi trabalhar como fiscal de rendas na região de Dracena/SP, serviço ao qual se manteve ligado até se aposentar, por problemas de saúde. Em 1956 casou-se com Haydée Leal Nunes, tendo dois filhos.

Como prefeito, Steffen foi responsável por algumas ações significativas para a Salto daqueles tempos, como a construção da Escola Prof. Cláudio Ribeiro da Silva, o asfaltamento da estrada velha Salto-Itu e a aquisição do terreno no qual seria instalada a Escola Prof. Acylino do Amaral Gurgel, dentre outros órgãos, no Bela Vista. A estação de tratamento de água também foi viabilizada no seu mandato. Como empresário, dedicou-se ao ramo da cerâmica vermelha desde 1957.


Hélio Steffen, prefeito de Salto no final da década de 1950.

24 de abril de 2009

A antiga maternidade

No prédio hoje ocupado pelo Atende Fácil, por cerca de 30 anos, funcionou a primeira maternidade de Salto. As salas, hoje ocupadas pelos mais diversos segmentos da administração pública municipal, eram quartos, nos quais nasceram milhares de saltenses.
Em meados da década de 1940, era assunto corrente entre a população de Salto a necessidade de o município possuir sua maternidade. Em 1946, organizou-se uma comissão encarregada de realizar os primeiros estudos com o fim de se construir o prédio. Assim, a comissão criada passou a receber as primeiras doações em dinheiro.
Discutia-se, naquele momento, qual seria a localização ideal para o estabelecimento. Dentre as diversas propostas, vingou aquela que situava a maternidade atrás do Grupo Escolar Tancredo do Amaral, em área adjacente ao então Posto de Puericultura, existente desde 1950 na esquina da Rua Prudente de Moraes com a Rua José Revel. Outra entidade, a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Salto, criada em 1953, deu novo fôlego à iniciativa e, em 1º de maio desse ano, lançou a primeira pedra do prédio. Para isso, o presidente da Associação e então prefeito de Salto, Vicente Scivittaro, alienou vários bens do município, como terrenos e um veículo, para que as obras não sofressem interrupções.


Vicente Scivittaro foi por duas vezes prefeito de Salto, de 1952 a 1955 e de 1960 a 1963.
A maternidade foi finalmente inaugurada em 04/09/1955, com 24 leitos. E a população saltense lotou suas dependências, abertas para visitação nesse dia. Batizada de Maternidade Nossa Senhora do Monte Serrat, em homenagem à Padroeira da cidade, era considerada, à época de sua criação, “orgulho da mulher saltense”. A Associação ficou à frente da maternidade até 1967, quando passou para o controle da Prefeitura.


Fachada da antiga Maternidade quando de sua inauguração, 1955.
O custo total da obra foi de dois milhões de cruzeiros, gastando-se com a manutenção da maternidade cerca de 40 mil mensais. Boa parte do mobiliário foi conseguido através de doações. Existia, sobre a porta de cada quarto, o respectivo nome do doador. Foram eles: Luiz Biffi, José R. Escanho, Octávio da Rós, Alberico de Oliveira, José Frantini, José M. Servilha, D. Alzira Leal Nunes e as famílias Donalísio e Milioni.

Enfermeira Joana Fidêncio na pediatria, 07/09/1974.

17 de janeiro de 2008

Relatório do prefeito Luiz Dias da Silva (1913)

Tomar isoladamente um documento e, a partir dele, tecer comentários sem relacioná-los com outras fontes, pode parecer trabalho inocente. Contudo, a partir de um texto de síntese, como um relatório de final de ano, podemos relacionar outros temas que nos proporcionariam um razoável panorama de época. Paralelos, mesmo que anacrônicos, nos surgem à mente. O Relatório apresentado à Câmara Municipal pelo Prefeito Luiz Dias da Silva, para o “exercício de 1913”, é transcrito abaixo. Para veiculá-lo aqui, por considerá-lo sui generis entre os documentos do Museu de nossa cidade, optei pela manutenção da pontuação original, bem como das iniciais maiúsculas – que por vezes aparecem como ênfases – e minúsculas das palavras ou expressões abreviadas. Os ajustes foram tão somente de ortografia. Eis o que manuscreveu o então prefeito sobre sua administração de seu “torrão natal”:


Câmara Municipal de Salto de Itu

Exercício de 1913

Relatório apresentado à Câmara Municipal pelo Prefeito Luiz Dias da Silva.

Snrs. Vereadores:


Em obediência ao preceito legal, venho dar-vos conta no presente relatório do primeiro ano da minha administração.

Com verdadeira satisfação cumpro esse dever, pois, tenho convicção de ter correspondido nas medidas de minhas forças a distinção com que fui por vós honrado, escolhendo-me para desempenhar o cargo de prefeito municipal deste florescente município, em cujo exercício fui sempre por vós satisfatoriamente auxiliado.

O sentimento do dever e o desejo ardoroso de cooperar eficazmente para o desenvolvimento do meu torrão natal, foram os móveis de todos os meus atos, no desempenho da missão que me confiastes.

A leitura deste breve relatório vos patenteará o bom estado financeiro do município, a sua renda progressiva e a aplicação exata dos dinheiros do erário municipal.

Não obstante a escassez monetária com que lutamos atualmente, embora a necessidade de recursos extraordinários, de pequenas operações de crédito, para esta prefeitura poder, sem prejuízo de sua ação, enfrentar os grandes melhoramentos iniciados e concluídos na vigência de nossa administração, são lisonjeiras as condições das finanças do município.

O plano geral de obras adotado pela municipalidade para a rápida transformação da cidade, reclamaram medidas prontas e eficazes para não haver embaraços prejudiciais à economia municipal e, por isso, fui por vós autorizado a contrair empréstimos a curto prazo, enquanto não fossem emitidas todas as letras do empréstimo feito de acordo com a lei número quatro (4) de 25 de Abril de 1912.

Ainda que tenha havido dificuldades na arrecadação das rendas municipais, as letras da terra, aceitas por mim, tem sido resgatadas com a precisa regularidade.

Assim, pois, tendo como certo o devotado zelo desta Câmara pelos interesses que acham-se-lhes confiados, é para mim motivo de sincero prazer, embora não possa corresponder ao rigor desse zelo o modesto resultado dos meus esforços na administração municipal.

É assim que, sem pretender ter feito um administração extreme [sic] de defeitos e condigna do progresso deste futuroso município, tenho fé, entretanto, que conscienciosamente cumpri com o meu dever.



Melhoramentos


De acordo com o plano traçado pela municipalidade e autorização constante da lei número quatro (4), de 25 de Abril de 1912, foram iniciados pelos meus antecessores e concluídos na minha administração os serviços da construção do matadouro modelo e do hospital de isolamento, sob a competente direção do engenheiro civil dr. Arthur G. Krug.

Essas construções têm merecido a admiração e elogios de todos que as visitam; obedecem a todas as regras da engenharia sanitária, são confortáveis e sólidas, porém, sem luxo.
Pela discriminação abaixo, vereis o quantum com que elas foi dispendido.
[...]

O estado lastimável em que se achavam as ruas, praças e estradas públicas do município, exigiam, de pronto, urgentes e dispendiosos reparos.

Tais serviços foram confiados à direta administração desta prefeitura e foram feitos com a máxima economia possível.

Assim, foram comprados terrenos para a abertura de ruas bem como colocadas guias e necessário sarjetamento em seis quarteirões da cidade, cerca de 700 metros de extensão, apedregulhadas todas as ruas e praças e aterrado o logradouro público denominado Areião, que era um lugar pantanoso e insalubre, um verdadeiro foco de miasmas, servindo só para depósito de lixo, e que constituía, também, um contraste com a beleza natural da catadupa denominada “Salto de Itu”. Esse local depois de drenado foi ajardinado e é hoje passeio preferido dos saltenses e de todos que nos honram com suas visitas.

Foi esse um melhoramento valioso e que melhor tem elevado o conceito desta Câmara, na opinião pública.
[...]


Ouça nosso podcast

Ouça o hino da cidade, "Salto Canção", na gravação de 1966