19 de junho de 2026

Prefeitos de Salto (1889 a 2026)

A história administrativa de Salto confunde-se com a própria evolução urbana e social do município. O cargo de chefe do Poder Executivo, inicialmente chamado de intendente e posteriormente de prefeito, foi instituído em 1889, juntamente com a Proclamação da República. Desde então, dezenas de homens conduziram a cidade, cada qual deixando sua marca no desenvolvimento local.

A Prefeitura Municipal funcionou no prédio da Rua Dr. Barros Júnior durante 56 anos, operando no local de 1922 a 1978. A transição para esse endereço ocorreu graças ao então prefeito José de Arruda Mello (o "Zé de Mello"), que comprou o casarão em 1921 para instalar ali o Paço Municipal. Já a saída definitiva aconteceu durante o segundo mandato do prefeito Jesuíno Ruy, que foi o responsável por inaugurar o novo e atual prédio da Prefeitura em 1º de fevereiro de 1978.


Os Pioneiros e o Grande Surto de Progresso

Os primeiros anos da República trouxeram à liderança nomes como Antônio Alves Cruz e Domingos José da Cruz, logo em 1889. Contudo, foi o engenheiro Dr. Francisco Fernando de Barros Júnior quem assumiu como o primeiro intendente oficial em 1890, recebendo a alcunha de "Pai dos Saltenses" por sua atuação heroica e benevolente durante a trágica epidemia de varíola que assolou a região, nos anos anteriores.

Nas décadas seguintes, Júlio Lopes da Silva Fragoso viu a então vila ser elevada à categoria de cidade (1906) e iluminada pela energia elétrica (1907). Pouco depois, Luiz Dias da Silva (que governou entre 1912-1916 e 1917-1918) foi responsável por um dos maiores surtos de progresso de Salto: implantou a rede de água e esgoto, construiu o Matadouro Municipal, a Cadeia Pública, o primeiro Grupo Escolar (Tancredo do Amaral) e a famosa Ponte Pênsil. Foi também em seu governo, no final de 1917, que "Salto de Ytu" passou a se chamar oficialmente apenas "Salto".







A Era Vargas e os Interventores

A Revolução de 1930 alterou a dinâmica política nacional e local. Com a queda da República Velha, prefeitos militares foram nomeados, destacando-se o Major José Garrido (1931-1932). Garrido impulsionou o calçamento a paralelepípedos da Rua 9 de Julho, criou o primeiro brasão e o hino da cidade, sendo lembrado como um grande amigo da população. Outro nome marcante da época foi Hilário Ferrari, imigrante italiano e comerciante que governou entre 1927 e 1930. Ele foi deposto pela Revolução, voltou ao cargo em 1938, mas o deixou meses depois porque o governo de Getúlio Vargas proibiu estrangeiros de exercerem cargos executivos.




O Pós-Guerra e a Expansão Urbana

Nas décadas de 1940 a 1960, a cidade vivenciou forte crescimento de infraestrutura. João Batista Ferrari, o "Tita" (1939-1945 e 1948-1951), destacou-se pela construção de diversas pontes sobre os rios Tietê e Jundiaí e pela instalação do Ginásio Estadual e da Escola Industrial. Em seguida, Vicente Scivittaro, o popular "Chinchino", governou em duas gestões (1952-1955 e 1960-1963), entregando obras fundamentais como a Maternidade Nossa Senhora do Monte Serrat e a Concha Acústica, além de lutar pela criação da Comarca de Salto. Seu sucessor, Joseano Costa Pinto (1964-1969), deu continuidade ao desenvolvimento focando na educação e na criação de inúmeras praças, como a Praça XV de Novembro.




A Frente Operária e a Industrialização

No final dos anos 1960, a política saltense inovou com o surgimento da Frente Operária, um movimento popular de trabalhadores sindicalistas que elegeu Jesuíno Ruy. Jesuíno governou por três mandatos (1969-1973, 1977-1983 e 1993-1996), inaugurando a primeira estação de tratamento de água do município em 1969 e, posteriormente, a polêmica segunda imagem no Monumento à Padroeira. Seu sucessor imediato, Josias Costa Pinto (1973-1977), focou na captação de novas indústrias de grande porte e na criação do Departamento de Água e Esgoto para modernizar o saneamento.


A Modernidade e o Século XXI

A transição para os anos 1990 foi marcada pela gestão de Eugênio Coltro (1989-1992), cuja administração deixou um legado cultural e ambiental profundo com a criação do Museu da Cidade, do Parque da Rocha Moutonnée e do Parque do Lago. No século XXI, a política saltense viu a alternância de gestores como Pílzio Di Lelli, Juvenil Cirelli e Laerte Sonsin Jr., além da figura de José Geraldo Garcia, que se consolidou como o primeiro chefe do Executivo a ser eleito para um quarto mandato na história da cidade (2005-2012, 2017-2020 e 2025-2028*).


*Projeção de mandato.


Conheça a biografia de alguns dos prefeitos de Salto:

Antônio Alves Cruz - Foi o terceiro intendente da história de Salto, embora seu mandato tenha sido um dos mais curtos já registrados. Ele governou a cidade por exatos três meses, entre 7 de janeiro e 6 de abril de 1899, em um período de forte transição política na Primeira República. Seu nome batiza uma das vias do Parque Residencial Marechal Rondon.

Domingos José da Cruz - Sucedeu Antônio Alves Cruz, governando de 6 de abril de 1899 até 7 de janeiro de 1902. Seu mandato foi extremamente turbulento devido às tensões sociais crescentes: a população travou duras brigas contra a diretoria das antigas fábricas Júpiter e Fortuna, que simplesmente bloquearam o acesso público à margem direita do rio Tietê, junto à queda d'água. Naquela época curiosa, Salto contava com apenas 250 eleitores, que votavam todos em uma única sessão.

Francisco Fernando de Barros Júnior (Dr. Barros Júnior) - O inesquecível "Pai dos Saltenses" nasceu em Capivari (SP) em 1856, cursou engenharia civil na Syracuse University (EUA) e chegou a Salto em 1880. Construiu a tecelagem Júpiter (1882) e foi um líder de muitos talentos: abolicionista fervoroso, deputado estadual, juiz de paz e fundador do primeiro jornal local, o Correio do Salto (1888). Na terrível epidemia de varíola de 1887, agiu como herói: montou lazaretos, comprou leitos, importou médicos da capital e chegou a marchar com a banda de música soltando foguetes nas ruas para afugentar o vírus e animar os doentes. Apesar de sua riqueza inicial, ele faliu nos anos seguintes. O primeiro intendente oficial da cidade perdeu sua fortuna, passou a andar humildemente guiando um carro de bois e, em um triste episódio, teve até o crédito negado ao tentar comprar um par de sapatos. Faleceu aos 62 anos, vitimado pela gripe espanhola, trabalhando como coletor de rendas federais.

João de Almeida Campos - Prefeito entre 1902 e 1904, vivenciou marcos importantes do desenvolvimento. Em junho de 1902, recebeu a primeira proposta para dotar a cidade de luz elétrica e deu início às lutas para construir o paço municipal e uma cadeia pública. A curiosidade mais fascinante de seu governo ocorreu quando a Câmara votou uma lei autorizando a doação municipal de cem mil réis para ajudar nas despesas das experiências espaciais de Santos Dumont, em Paris.

Júlio Lopes da Silva Fragoso - Completou o mandato do Dr. Barros Júnior e governou de 1906 a 1908. Foi exatamente sob sua liderança, em 19 de janeiro de 1906, que a então vila foi elevada oficialmente à categoria de cidade (embora ainda se chamasse "Salto de Ytu"). Foi em seu governo que a luz elétrica enfim foi inaugurada, em 1907. Registros mostram que Salto tinha então 6.000 habitantes, 700 casas, 13 ruas, duas praças e duas escolas isoladas.

Domingos Fernandes da Silva - Entrou para a história política por ser o primeiro a governar sob o sistema de vereador-prefeito, implementado em 1908, tendo mandatos entre 1908-1910 e 1911-1912. Em sua gestão, a municipalidade conseguiu uma imensa doação de terras do Estado, o que viabilizou a sanção da lei para construir o que futuramente seria o Grupo Escolar Tancredo do Amaral, em 1909.

José Nastari - Prefeito entre 1910 e 1912, esteve à frente da cidade no momento em que Salto começou a despertar seu potencial turístico organizado, recebendo a primeira proposta da gigante Società Ítalo-Americana para construir o mirante e dar forma ao lazer ao redor da cachoeira.

João Batista Cruz - Entrou para as curiosidades estatísticas da administração saltense: acredita-se que tenha sido o político que ocupou a cadeira do Executivo pelo menor tempo contínuo. Seu relâmpago mandato de prefeito durou meros 11 dias, indo de 28 de julho a 8 de agosto de 1912.

Luiz Dias da Silva - Nascido em Itu em 1875, governou em dois mandatos (1912-1916 e 1917-1918) e promoveu, possivelmente, o maior surto de progresso infraestrutural da história saltense na Primeira República. Foi ele o responsável direto por implantar a primeira rede de água e esgoto, construir o Matadouro Municipal, a Cadeia Pública, o serviço telefônico e a histórica Ponte Pênsil. Foi em seu governo (1917) que o nome da cidade perdeu o "de Ytu". Em 1952, um evento de grande comoção ocorreu na prefeitura para descerrar seu retrato em homenagem.

Regolo Salesiani - Nascido em 1871, foi possivelmente um dos primeiros imigrantes italianos natos a assumir uma prefeitura no Brasil. Governou no curto e calmo biênio de 1916 a 1917, no qual evitou fechamentos no largo da Matriz. Nos anos 1930, ele chegaria a participar ativamente do Fascio de Salto.

Luiz da Silva Leite - Conhecido popularmente como "Luizinho", governou entre 1917 e 1918. Em sua gestão, renovou contratos de eletricidade e presenciou a inauguração, feita pela colônia italiana local, de um monumento no cemitério dedicado aos irmãos Nerone e Raoul Begossi, mortos na Primeira Guerra Mundial. E sancionou, em 29 de dezembro de 1917, a lei que simplificou de vez o nome da cidade para "Salto".

José de Arruda Mello - O "Zé de Mello", antes escrivão da coletoria federal, governou de 1920 a 1926. Em sua longa gestão, Salto viu a imponente Vila Operária da Brasital e a usina de Porto Góes serem erguidas. Durante a violenta Revolução de 1924, enfrentou a escassez de alimentos e decretou o primeiro racionamento e tabelamento de preços de produtos básicos da história local. Em 1921, foi ele quem comprou a velha casa da rua Dr. Barros Júnior para instalar nela o Paço Municipal.

Teotônio Corrêa de Moraes - Comerciante de grande prestígio na época, assumiu a Prefeitura brevemente em 1923, mas sua figura foi central para manter a ordem legislativa; ele ocupava a presidência da Câmara Municipal de Salto bem no momento em que ela foi abruptamente dissolvida pela Revolução de 1930.

Hilário Ferrari - De origem italiana, fixou-se em Salto e fez fortuna com seu "Grande Bazar Saltense" (depois rebatizado como "Armazém Popular"). Muito ligado aos esportes e à sociedade (fundou a S.I.R. Ideal em 1927), foi vereador por quatro vezes. Sua carreira como prefeito foi uma montanha-russa: governou entre 1927 e 1930 até ser deposto pela Revolução, e retornou em 1938. Meses depois, foi forçado a abandonar definitivamente o posto, pois as leis do Estado Novo passaram a proibir estrangeiros de serem prefeitos no Brasil.

Hilário Ferrari

Major José Garrido - Interventor militar em 1931 e 1932, apesar do viés autoritário, ganhou a imensa simpatia da população como realizador. Em pouco tempo, ele calçou as vias a paralelepípedos, demoliu os antigos muros que cercavam o jardim público, abriu escolas, elaborou e oficializou o primeiro Brasão de Armas e o primeiro Hino Oficial de Salto.

Major Garrido no Jardim Público de Salto

Major Garrido em 1932

Francisco de Arruda Teixeira - O "Chiquinho" (prefeito de 1932-1935 e 1936-1938) governou a cidade durante o complexo fechamento das instituições democráticas rumo ao Estado Novo. Chegou a governar quase 20 meses seguidos sem nenhuma câmara de vereadores e conseguiu trazer para Salto uma fundamental agência da Caixa Econômica Estadual.

"Chiquinho", prefeito nos anos 1930

Lafayette Brasil de Almeida - Cidadão engajado e farmacêutico experiente, liderou o município entre 1935 e 1936. A principal marca urbanística de sua curta gestão foi a reformulação toponímica das vias do centro da cidade: foi ele o responsável, por exemplo, por mudar o nome da antiga "Rua de Campinas" para a atual "Rua 9 de Julho".

João Batista das Chagas - Teve uma passagem curiosa e rapidíssima pela liderança municipal, chefiando o Executivo de Salto após assumir por meio de uma pequena comissão por cerca de três meses durante o ano de 1936.

João Baptista Ferrari - Popularmente conhecido como "Tita Ferrari", foi um influente líder político e prefeito de Salto, em São Paulo, cuja administração marcou o segundo surto industrial do município. Membro de uma tradicional dinastia política local — sucedendo seu pai, Hilário Ferrari —, ele governou a cidade com uma visão desenvolvimentista focada na atração de grandes empresas. Sua principal marca administrativa foi a criação de leis de isenção fiscal que atraíram indústrias fundamentais para a economia saltense, como a Brasital e a Eucatex. Reconhecido por seu impacto duradouro no progresso e na infraestrutura urbana, seu legado permanece vivo na memória da cidade e é homenageado no nome de uma importante escola municipal de tempo integral, o Cemus X.

Tita Ferrari

João de Moura Campos - Coletor de impostos estadual e participante do Conselho Municipal de Geografia (1938), ocupou a prefeitura de abril de 1945 a dezembro de 1947. Um fato raríssimo: o rito de sua transmissão de posse ocorreu em São Paulo, nas dependências do Palácio do Governo, diante de uma gigantesca e animada caravana de moradores saltenses.

Vicente Scivittaro - O imensamente popular "Chinchino" (gestões de 1952-1955 e 1960-1963) modernizou as estruturas públicas saltenses. Ele desativou o antigo "Cemitério Velho", concebeu o loteamento do Jardim Três Marias, fez nascer o Ginásio Paula Santos, a Concha Acústica e inaugurou a Maternidade Municipal. Como coroação da sua vida pública, no exato último dia de seu segundo mandato, ele pôde celebrar a sanção da lei que finalmente criava a Comarca de Salto.

O popular "Chinchino"

Hélio Steffen - Natural de Indaiatuba, Hélio foi um intelectual multifacetado: locutor de rádio, ator teatral, professor e advogado. Seu mandato de 1956 a 1959 foi focado no social. Ele reestruturou o jardim central para abrigar a Concha Acústica, criou o sagrado Lanche Escolar das crianças, viabilizou a ETA e asfaltou a velha estrada de terra que ligava Salto a Itu. Ele ainda comprou uma imensa gleba do Parque Bela Vista, de onde germinaram creches, asilo e dezenas de casas populares. Faleceu em 1984.

Hélio Steffen

Joseano Costa Pinto - Prefeito entre 1964 e 1969, esse ex-ator e professor foi o "prefeito verde e organizador" de Salto. Batizou oficialmente mais de 90 ruas que antes eram conhecidas apenas por números, plantou centenas de árvores e criou grandes praças, como a XV de Novembro e a da Saudade. Sob seu governo, Salto ganhou o prédio da Estação de TV (retransmissora de sinal, antes necessária), a iluminação noturna a vapor de mercúrio e o icônico Restaurante do Salto no mirante da cachoeira. Faleceu em 1981.

Joseano, criador da Praça XV em 1968

Jesuíno Ruy - Consolidou-se como uma das figuras políticas mais marcantes da história de Salto ao chefiar o Executivo por três mandatos, despontando originalmente como o principal nome da Frente Operária, um movimento político-sindical de forte apelo popular que alcançou o poder em pleno regime militar para defender a classe trabalhadora. Em sua primeira gestão (1969-1973), demonstrou uma postura enérgica ao dispensar uma empreiteira morosa e utilizar pedreiros da própria prefeitura para acelerar e inaugurar a Estação de Tratamento e Filtragem de Água em 1969, além de viabilizar a construção do prédio do Clube Recreativo dos Trabalhadores Saltenses (CRETS), embora tenha enfrentado forte oposição da Câmara devido à polêmica cobrança de taxas de água em terrenos baldios. No segundo mandato (1977-1983), Ruy entregou grandes obras de infraestrutura e lazer, como o novo prédio da Prefeitura Municipal em 1978 e o imponente Monumento à Padroeira em 1980, cuja construção gerou severas críticas da população que sofria com constantes cortes de água no verão e considerava a imagem supérflua; nessa mesma época, ele expandiu a urbanização ao nomear diversas ruas com figuras históricas locais e chegou a articular com o governador Paulo Maluf uma nova ponte sobre o rio Tietê, que acabou barrada por disputas políticas. Por fim, em sua última passagem pelo Executivo (1993-1996), manteve o foco na organização urbana e cultural, marcada pela criação do Cineclube Anselmo Duarte e por grandes espetáculos como "A Cultura Saltense na Paixão de Cristo", ao mesmo tempo em que continuou a sancionar a nomenclatura de novas vias para preservar a memória do município.

Jesuíno em seu primeiro mandato

Eugênio Coltro - Chefe do Executivo entre 1989 e 1992, tinha origem operária (entrou na Brasital em 1949 e foi da chefia de escritório). Seu mandato foi responsável pelas maiores entregas turísticas, históricas e ambientais. Foi Coltro quem criou o Museu da Cidade, reabriu a interditada Ponte Pênsil, construiu moradias no "Jardim do Éden" e fundou o Parque do Lago e o Parque da Rocha Moutonnée. Faleceu aos 58 anos, meses após deixar o cargo, em 1993.


Veja a lista completa dos chefes do Executivo saltense:

Observações importantes: a repetição de anos na cronologia ocorre porque, entre o final do século XIX e o início do século XX, os chefes do Executivo eram nomeados de forma indireta pela Câmara Municipal, atuando inicialmente como membros do Conselho de Intendência. A partir de 1908, com Domingos Fernandes da Silva, teve início o sistema de "vereador-prefeito", onde os próprios vereadores se alternavam no comando, gerando mandatos interinos e altíssima rotatividade. Exemplos:

  • João Batista Cruz: registra o mandato mais curto da história de Salto, governando por meros 11 dias (de 28 de julho a 8 de agosto de 1912).
  • Antônio Alves Cruz: ocupou o cargo por exatos três meses na transição republicana (janeiro a abril de 1889).
  • João Batista das Chagas: chefiou o Executivo por meio de uma comissão por cerca de três meses em 1936.
  • Orestes Ferrari: mesmo já em um período democrático, governou por apenas cerca de 45 dias no final de 1951. Como vice-presidente da Câmara, ele assumiu o Executivo para cobrir uma licença na reta final do mandato.

Além do antigo sistema indireto, as décadas de 1930 e 1940 (Era Vargas) também geraram sobreposições anuais devido às nomeações e deposições abruptas de prefeitos e interventores estaduais, como as curtas passagens de Hilário Ferrari e do Major José Garrido.

  • Antônio Alves Cruz (1889)
  • Domingos José da Cruz (1889 a 1902)
  • Francisco Fernando de Barros Júnior (1890 a 1895 e 1905 a 1906)
  • João de Almeida Campos (1902 a 1904 e 1926 a 1927)
  • Júlio Lopes da Silva Fragoso (1906 a 1908)
  • Domingos Fernandes da Silva (1908 a 1910, 1911 a 1912 e 1919 a 1920)
  • José Nastari (1910 a 1911 e 1912)
  • João Batista Cruz (1912)
  • Luiz Dias da Silva (1912 a 1916)
  • Regolo Salesiani (1916 a 1917)
  • Luiz da Silva Leite (1917 a 1919)
  • José de Arruda Mello (1920 a 1923 e 1923 a 1926)
  • Teotônio Corrêa de Moraes (1923)
  • Hilário Ferrari (1927 a 1930 e 1938 a 1939)
  • Major José Garrido (1931 a 1932)
  • Francisco de Arruda Teixeira (1932 a 1935 e 1936 a 1938)
  • Lafayette Brasil de Almeida (1935 a 1936)
  • João Batista das Chagas (1936)
  • Ledubino de Aguiar Frias (1939)
  • João Baptista Ferrari (1939 a 1945 e 1948 a 1951)
  • João de Moura Campos (1945 a 1947)
  • Orestes Ferrari (1951)
  • Vicente Scivittaro (1952 a 1955 e 1960 a 1963)
  • Hélio Steffen (1956 a 1959)
  • Joseano Costa Pinto (1964 a 1969)
  • Jesuíno Ruy (1969 a 1973, 1977 a 1983 e 1993 a 1996)
  • Josias Costa Pinto (1973 a 1977)
  • Pílzio Di Lelli (1983 a 1989 e 2001 a 2004)
  • Eugênio Coltro (1989 a 1992)
  • João Guido Conti (1997 a 2000)
  • José Geraldo Garcia (2005 a 2012, 2017 a 2020 e 2025 a 2028*)
  • Juvenil Cirelli (2013 a 2016)
  • Laerte Sonsin Junior (2021 a 2024)
*Projeção do atual mandato.

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