A construção da barragem e usina
hidrelétrica de Porto Góes teve início em 1924, pela indústria Brasital S/A, que
visava abastecer seu complexo fabril instalado nas proximidades. A concessão
estadual para a construção de uma usina próxima à cachoeira fora obtida pelo grupo
industrial antecessor, a Società
Italo-Americana, nos primeiros anos da década de 1910.
Mas a Brasital não concluiu a obra. Em
Todo o aparato necessário para que a usina de Porto Góes entrasse em funcionamento alterou significativamente a paisagem do entorno da cachoeira que dá nome à cidade. O volume d’água que hoje se observa foi bastante reduzido em virtude da abertura do canal de descarga, que também resultou numa ilha artificial na margem esquerda, na qual a vegetação natural se preservou desde então.
Ao lado dos prédios remanescentes
da antiga Brasital, formou-se um conjunto que é símbolo da arquitetura
industrial paulista das primeiras décadas do século XX. Tecnicamente, a usina
de Porto Góes apresenta duas unidades geradoras dotadas de turbinas tipo Francis, de eixo vertical, com
capacidade instalada de geração de 11 MW, vazão turbinável de 56 m³/s e
desnível nominal de




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