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26 de março de 2026

Barragem e Usina de Porto Góes

A construção da barragem e usina hidrelétrica de Porto Góes teve início em 1924, pela indústria Brasital S/A, que visava abastecer seu complexo fabril instalado nas proximidades. A concessão estadual para a construção de uma usina próxima à cachoeira fora obtida pelo grupo industrial antecessor, a Società Italo-Americana, nos primeiros anos da década de 1910.

Mas a Brasital
não concluiu a obra. Em 1927 a concessão foi cedida para a Companhia Ituana de Força e Luz – que no mesmo ano teve seu controle acionário transferido para a The São Paulo Tramway Light & Power Co. Ltd. – conhecida simplesmente por Light. Nas obras, concluídas pela Light em 1928, cerca de 1500 homens trabalharam.


Todo o aparato necessário para que a usina de Porto Góes entrasse em funcionamento alterou significativamente a paisagem do entorno da cachoeira que dá nome à cidade. O volume d’água que hoje se observa foi bastante reduzido em virtude da abertura do canal de descarga, que também resultou numa ilha artificial na margem esquerda, na qual a vegetação natural se preservou desde então.


Ao lado dos prédios remanescentes da antiga Brasital, formou-se um conjunto que é símbolo da arquitetura industrial paulista das primeiras décadas do século XX. Tecnicamente, a usina de Porto Góes apresenta duas unidades geradoras dotadas de turbinas tipo Francis, de eixo vertical, com capacidade instalada de geração de 11 MW, vazão turbinável de 56 m³/s e desnível nominal de 25 metros. Atualmente, está sob o controle da Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A., a EMAE.




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